
Em um momento descontraído que reflete o olhar sempre atento da mídia da moda, Zara Tindall, equestre olímpica e filha da Princesa Anne, respondeu com humor às discussões online que comparavam seu estilo ao de Meghan Markle, Duquesa de Sussex.
O assunto? Borgonha — uma cor que se tornou a favorita do guarda-roupa de vários membros da família real britânica nos últimos anos.
Bordô na Moda Real: Uma História de Cores Compartilhada
A cor bordô, frequentemente associada à elegância e ao chique outonal, tem se destacado nos guarda-roupas da realeza — de Kate Middleton, Princesa de Gales, à Princesa Beatrice e, mais recentemente, a Meghan Markle e Zara Tindall.
De acordo com uma retrospectiva de moda publicada pela Harper’s Bazaar UK, o bordô é um tom adotado pela realeza há décadas, especialmente durante compromissos públicos e eventos sazonais. A publicação destaca exemplos como o blazer trespassado Paule Ka de Kate Middleton em 2018, o vestido de veludo bordô da Princesa Eugenie em uma gala beneficente e a aparição de Zara Tindall no Hipódromo de Cheltenham em 2019 usando um casaco justo cor de vinho combinado com um fascinador do mesmo tom.

O Visual Borgonha de Meghan Markle
Em 2022, Meghan Markle foi manchete por sua aparição com um conjunto bordô monocromático durante um vídeo promocional para seu podcast no Spotify, “Archetypes”. Ela usou uma blusa e calças elegantes que combinavam no tom, recebendo elogios de veículos de comunicação como a Vogue UK, que descreveu seu visual como “moderno, confiante e com um estilo poderoso”.
Pouco depois, comparações começaram a circular online e em tabloides, sugerindo que Meghan havia “popularizado” a cor nos círculos reais. Essas alegações, embora amplamente divulgadas, não se baseiam em fatos cronológicos, já que múltiplas aparições públicas de outros membros da realeza em tons semelhantes são anteriores ao momento de Meghan.

A resposta de Zara Tindall: Bem-humorada e Despreocupada
Enquanto alguns tabloides tentavam criar atrito sobre quem usaria bordô primeiro, Zara Tindall respondeu em um tom descontraído e desdenhoso. Em entrevista a um repórter durante o Magic Millions Carnival, na Austrália, Zara teria rido da repercussão da mídia e se recusado a fazer qualquer tipo de comentário competitivo sobre moda.
Embora nenhuma citação direta tenha sido fornecida na transcrição pública, um representante familiarizado com o evento confirmou ao The Times que Zara “riu das comparações como apenas mais um exemplo de como a moda se transforma em drama real”.
Sua resposta ecoa a atitude geral frequentemente demonstrada por Zara, que mantém um perfil relativamente reservado, apesar de sua linhagem real, e se concentra principalmente em sua carreira equestre e compromissos de caridade.

Sobreposição de Moda nos Círculos Reais
Sobreposições de moda entre mulheres da realeza não são incomuns. Designers como Emilia Wickstead, Jenny Packham e Alexander McQueen aparecem regularmente nos guarda-roupas de vários membros da família real. Como a revista Grazia destacou em uma matéria sobre “Gêmeas do Estilo Real”, semelhanças em cores, cortes e até mesmo em trajes inteiros não são incomuns — e muitas vezes são resultado de estilistas ou preferências em comum, e não de competição.
De acordo com a revista Hello!, as mulheres da realeza costumam coordenar paletas de cores em torno de temas sazonais ou compromissos oficiais. Borgonha, azul-marinho, verde-floresta e tons pastéis reaparecem com frequência na moda real, especialmente durante os meses de outono e inverno.

O Panorama Geral: Estilo como Expressão Pessoal
Para Zara Tindall, o estilo continua sendo uma questão de gosto pessoal, e não de comentários da mídia. Em entrevista à Town & Country Magazine, ela declarou: “Gosto de roupas confortáveis, sob medida e clássicas — especialmente para eventos em que é preciso estar ao ar livre ou se movimentar.”
Zara, conhecida por seu senso de moda prático e elegante, há muito tempo combina a estética de inspiração equestre com a alfaiataria britânica clássica. Suas aparições no Royal Ascot, Trooping the Colour e eventos beneficentes frequentemente apresentam casacos estruturados, vestidos midi e chapéus de chapeleiros britânicos.
Enquanto isso, as escolhas de moda de Meghan Markle — frequentemente favorecendo silhuetas modernas, acessórios minimalistas e designers americanos ou canadenses — refletem sua experiência no entretenimento e no trabalho humanitário global. Veículos como InStyle e The Cut a elogiaram por trazer uma perspectiva nova e internacional à moda real durante seu período como membro da realeza.

Reações do Público e Tom da Mídia
A reação do público ao chamado “debate bordô” variou entre o divertimento e a indiferença. Em plataformas como Twitter e Instagram, usuários comentaram com humor sobre a coincidência de looks, observando que é natural que as pessoas gravitem em torno das cores populares da estação.
A jornalista de moda Sarah Mower, escrevendo para a Vogue, observou que “o bordô é há muito tempo uma cor essencial tanto na alta-costura quanto no prêt-à-porter, e qualquer discussão sobre ‘quem usou primeiro’ muitas vezes ignora o propósito da moda como uma experiência cultural e artística compartilhada”.
Evitando Rivalidades Fabricadas
Embora algumas manchetes de tabloides tentem colocar mulheres da realeza umas contra as outras em comparações de moda, veículos de mídia respeitáveis têm se distanciado cada vez mais dessas narrativas. Publicações como The Guardian e BBC Lifestyle enfatizaram a importância de não sensacionalizar sobreposições de estilo, especialmente quando não há evidências de conflito ou rivalidade.
Em um artigo de opinião de 2023 para o The Independent, a comentarista cultural Victoria Richards escreveu: “Não há necessidade de alimentar especulações desnecessárias quando mulheres — da realeza ou não — usam cores ou estilos semelhantes. Estilo não é um jogo de soma zero.”
Abraçando a Individualidade e Respeitando a Privacidade
Em última análise, Zara Tindall e Meghan Markle, apesar das diferenças em papéis públicos e trajetórias pessoais, trazem influências únicas para a moda real moderna. O estilo country-chic e a sensibilidade esportiva de Zara complementam seu estilo de vida equestre, enquanto a mistura de minimalismo californiano e formalidade real de Meghan reflete sua identidade transatlântica.
Ambas as mulheres continuam focadas em suas respectivas carreiras, trabalho filantrópico e famílias — bem distantes da conversa superficial sobre “quem usou primeiro”.

Conclusão: Uma Cor Compartilhada, Não uma Competição
O uso do bordô nos guarda-roupas da realeza é melhor compreendido como parte de uma longa tradição de elegância sazonal. A resposta despreocupada de Zara Tindall às manchetes da moda lembra aos observadores que o estilo real não é um campo de batalha — é uma tela compartilhada onde individualidade, herança e modernidade se encontram.
Em vez de alimentar especulações, o foco deve permanecer em celebrar as diversas maneiras pelas quais os membros da família real se expressam por meio da moda — com graça, humor e autenticidade.