
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, tem falado publicamente ao longo dos anos sobre seu encontro com Diana, Princesa de Gales, e expressado sua admiração por ela. Seus comentários — alguns compartilhados em entrevistas e em seus próprios escritos — ocasionalmente atraíram escrutínio e controvérsia, particularmente na mídia britânica.
Este artigo analisa declarações documentadas e verificáveis de Trump sobre Diana, Princesa de Gales, e examina como elas foram cobertas por veículos de comunicação respeitáveis, sem especulações ou alegações não verificadas.
A Admiração Reconhecida de Donald Trump pela Princesa Diana
Donald Trump fez referência à Princesa Diana em seu livro de 1997, A Arte do Retorno, publicado no mesmo ano em que ela morreu em um acidente de carro em Paris. No livro, ele a descreveu como “a princesa suprema” e escreveu que lamentava não ter tido a oportunidade de ter um relacionamento romântico com ela.
Fonte: A Arte do Retorno (1997), via The Guardian.
Essas declarações publicadas mostram que Trump reconheceu ter se encontrado com a Princesa Diana em diversas ocasiões e afirmou ter ficado impressionado com seu carisma e presença. Ele se referiu a ela como uma “mulher dos sonhos” e expressou que a achava imensamente charmosa.

Cobertura da Mídia sobre os Comentários de Trump
Nos anos que se seguiram à morte de Diana, a mídia britânica revisitou ocasionalmente os comentários de Trump sobre ela, muitas vezes de forma crítica. Por exemplo:
Em 2015, a BBC Newsbeat noticiou que Trump havia chamado a Princesa Diana de “louca” em uma entrevista de 1997 no Howard Stern Show, afirmando também que poderia ter dormido com ela se tivesse tido a oportunidade.
O The Guardian observou que os comentários em “A Arte do Retorno” descreviam Diana como alguém com quem Trump gostaria de ter namorado, chamando-a de “deslumbrante”.
Fontes: BBC Newsbeat (2015), The Guardian.
Essas citações estão entre as poucas registradas em que o próprio Trump discute Diana. O tom foi criticado por ser inapropriado ou desrespeitoso, principalmente considerando que Diana havia morrido apenas alguns meses antes do lançamento de seu livro.
Relato de Selina Scott sobre a reação de Diana
Outro ângulo amplamente divulgado vem da apresentadora britânica Selina Scott. Scott escreveu uma coluna para o The Sunday Times relembrando sua amizade com a Princesa Diana e alegando que Diana se sentia desconfortável com o interesse de Trump.
Scott relatou que Diana lhe disse que se sentia incomodada com as repetidas entregas de flores de Trump e que as considerava excessivas. Scott também alegou que aconselhou Diana a jogar as flores fora.
É importante ressaltar que este é o relato de Scott — uma fonte de informação em primeira mão sobre o que Diana supostamente lhe disse, mas não algo que a própria Diana confirmou publicamente. No entanto, tem sido amplamente citado na mídia britânica de renome como um relato pessoal e contemporâneo.
Fontes: The Sunday Times, The Guardian, The Independent.
Casamentos de Trump e Controvérsias Públicas
Os comentários de Trump sobre Diana são frequentemente citados em um contexto mais amplo de suas controversas declarações públicas sobre mulheres. Sua vida pessoal tem sido amplamente divulgada na mídia:
Ele foi casado três vezes: com Ivana Trump (1977-1992), Marla Maples (1993-1999) e Melania Trump (2005-presente).
Ele reconheceu em “A Arte do Retorno” e outras entrevistas que teve casos extraconjugais enquanto casado.
Em 2016, o The Washington Post publicou uma gravação de 2005 na qual Trump foi ouvido fazendo comentários gráficos sobre mulheres sem o consentimento delas. Trump posteriormente descreveu os comentários como “conversa de vestiário” e se desculpou.
Fontes: The Washington Post (2016), declarações de campanha de Trump, livros de Trump.
Além disso, em 2019, a escritora E. Jean Carroll acusou Trump de agressão sexual na década de 1990. Trump negou a acusação, mas em 2023, um júri em um julgamento civil o considerou culpado por abuso sexual e difamação e o condenou a pagar indenização.
Fontes: BBC News (2023), The Guardian (2023).
Essas controvérsias bem documentadas são frequentemente citadas para explicar por que os comentários de Trump sobre Diana continuam a receber atenção, principalmente na imprensa britânica.

O Caso do Silêncio de Stormy Daniels
Em 2024, Donald Trump tornou-se o primeiro ex-presidente dos EUA a ser condenado por um crime, ao ser considerado culpado de falsificar registros comerciais relacionados a pagamentos para silenciar a atriz de filmes adultos Stormy Daniels. O caso se concentrou em US$ 130.000 pagos antes das eleições de 2016 para silenciar alegações de um encontro sexual que Trump nega.
Fontes: BBC News (2024), Reuters (2024), The Associated Press (2024).
Essas questões jurídicas, embora não diretamente relacionadas à Princesa Diana, moldaram a percepção pública sobre o tratamento dado por Trump às mulheres e aumentaram o escrutínio de seus comentários anteriores sobre a falecida princesa.

Conclusão: Uma História Documentada, mas Controversa
Em resumo, Donald Trump fez declarações publicamente documentadas sobre a Princesa Diana, descrevendo-a como uma mulher notável e atraente e expressando arrependimento por não ter buscado um relacionamento romântico. Essas observações aparecem em seus próprios escritos (A Arte do Retorno) e em entrevistas gravadas.
O relato amplamente citado de Selina Scott no The Sunday Times sugere que Diana considerou sua atenção indesejada — uma perspectiva apoiada por outras reportagens da mídia britânica, mas sempre claramente baseada nas lembranças pessoais de Scott.
No geral, os comentários documentados de Trump sobre Diana permanecem uma parte relativamente pequena de um registro público mais amplo que inclui múltiplas controvérsias e processos judiciais sobre seus relacionamentos com mulheres.
