Em uma reviravolta chocante, a boxeadora argelina Imane Khelif foi desqualificada de competir no Campeonato Mundial Feminino de Boxe de 2025 depois que um teste de DNA (supostamente solicitado pelo magnata da tecnologia Elon Musk) revelou que ela carrega cromossomos XY.

A Associação Internacional de Boxe (IBA) anunciou a proibição na sexta-feira à noite, afirmando que, após um teste genético controverso, Khelif foi considerado portador de “uma vantagem cromossômica inconsistente com a elegibilidade para a divisão feminina”.
A situação explodiu depois que Elon Musk questionou publicamente a elegibilidade de Khelif no X (antigo Twitter), onde ele postou:
Não deveríamos proteger a equidade nos esportes femininos? Cromossomos XY = masculino biológico. Não é nenhuma ciência avançada.
Musk teria solicitado à IBA que realizasse testes genéticos em todos os principais candidatos. Dias depois, os resultados de Khelif foram divulgados, e a reação foi imediata.
O teste que mudou tudo
Fontes da IBA confirmam que o teste de DNA revelou que Khelif possui cromossomos XY, um marcador tipicamente associado a homens biológicos. Embora Khelif tenha vivido e se identificado como mulher por anos, a IBA afirmou que suas regras relativas à “elegibilidade biológica” prevaleceram sobre a identidade de gênero neste caso.
“Respeitamos todos os atletas”, afirmou a IBA em um comunicado, “mas também temos a responsabilidade de preservar a integridade competitiva. Com base nos resultados médicos, Imane Khelif não está elegível para competir na categoria feminina.”
Indignação pública e reação global
A proibição gerou polêmica internacional. Os apoiadores de Khelif argumentam que a decisão é discriminatória e humilhante, e acusam Musk de usar sua influência para agir como um “policial genético”.

Organizações LGBTQ+ condenaram a medida como uma violação dos direitos humanos, enquanto outras, incluindo várias boxeadoras famosas, aplaudiram a decisão da IBA.
A boxeadora americana Danielle Ortiz (nome fictício) disse:
Não pretendemos excluir ninguém, mas a justiça importa. Não se trata de ódio, mas de esporte.
Por outro lado, o ativista dos direitos trans Leo Martinez respondeu online:

O que vem a seguir? Elon Musk decide quem é mulher o suficiente para competir? Isso não é só ciência, é teatro político.
Khelif quebra o silêncio
Até agora, Imane Khelif não emitiu uma declaração formal, mas fontes próximas a ela dizem que ela está “devastada” e está considerando tomar medidas legais.
Uma breve mensagem postada em sua história no Instagram dizia:
Eu sou uma mulher. Eu sou uma lutadora. E não serei apagada.
O futuro do boxe feminino?
Este caso abriu as portas para um debate renovado sobre gênero, cromossomos e elegibilidade atlética. Com Musk se tornando uma figura inesperada na política de identidade esportiva, o próximo passo da IBA — e a resposta de Khelif — pode abrir um precedente para o futuro de todos os esportes femininos.
Uma coisa é certa: a luta apenas começou.