António José Seguro lamenta morte de João Canijo e fala em “vazio imenso” no cinema português

Candidato presidencial destaca legado humano e artístico do realizador que marcou geraçõesAntónio José Seguro reagiu com profunda consternação à morte de João Canijo, sublinhando a perda de um “cineasta maior” para a cultura nacional. Numa nota publicada nas redes sociais, o candidato presidencial apoiado pelo PS destacou a dimensão humana e artística do realizador, considerando que a sua morte deixa “um vazio imenso” no cinema português e no panorama cultural do país. (Saiba tudo sobre a morte,aqui.)


Nascido no Porto em 1957, João Manuel Altavilla Canijo teve um percurso singular no cinema português. Depois de frequentar o curso de História, iniciou-se como assistente de realização de nomes maiores do cinema internacional, como Manoel de Oliveira, Wim Wenders e Alain Tanner. Ao longo de mais de quatro décadas, construiu uma filmografia marcada por histórias intensas, centradas em contextos familiares e em personagens femininas fortes, com títulos comoSapatos Pretos,Ganhar a Vida,Sangue do Meu Sanguee o dípticoMal Viver / Viver Mal.O reconhecimento internacional chegou em força em 2023, quandoMal Vivervenceu o Urso de Prata do Júri no Festival de Cinema de Berlim, ano em que Canijo recebeu também um prémio de carreira no Cineuropa e viu o filme ser escolhido como candidato português aos Óscares. António José Seguro encerrou a sua homenagem endereçando “sentidos sentimentos” à família, amigos e colaboradores, afirmando que o legado de João Canijo continuará a inspirar, inquietar e emocionar gerações futuras.