
Colaboradora do colégio terá admitido às autoridades que a alteração da rotina contribuiu para o esquecimento de Sofia, de apenas 18 meses, que permaneceu mais de sete horas dentro da viatura
A investigação à morte da pequena Sofia, a bebé de 18 meses que morreu depois de ter permanecido mais de sete horas esquecida no interior de uma carrinha escolar, continua a revelar novos detalhes. Segundo informações divulgadas, a funcionária responsável pelo transporte da criança terá assumido perante as autoridades que uma alteração na sua rotina de trabalho esteve na origem da tragédia, mostrando-se profundamente abalada com o sucedido.
De acordo com as informações conhecidas, a colaboradora do Colégio O Mestre Cuco recebeu Sofia das mãos dos pais, na residência da família, por volta das 08h20 de quinta-feira. No entanto, por razões que estão agora a ser investigadas, a menina acabou por permanecer no interior da viatura, estacionada nas instalações do colégio, sem que a sua ausência fosse detetada ao longo de toda a manhã e parte da tarde.
Segundo a mesma informação, quando foi confrontada pelas autoridades, a funcionária terá desabado em lágrimas e proferido a frase: “Trocaram-me as rotinas. Matei uma bebé por causa disso.” O alerta acabou por surgir apenas depois de os pais estranharem a ausência de contactos da creche e procurarem esclarecimentos junto da instituição. Foi então que a colaboradora abriu a carrinha e encontrou Sofia já sem sinais de vida.
O caso está a ser investigado pelas autoridades competentes, que procuram agora reconstruir toda a sequência dos acontecimentos e apurar se existiram falhas nos procedimentos de segurança, transporte e controlo das crianças. Entre os aspetos em análise encontram-se também os protocolos internos da instituição e o funcionamento dos mecanismos de confirmação da chegada dos alunos ao estabelecimento.
A morte de Sofia provocou uma enorme onda de consternação em todo o país e reacendeu o debate sobre a segurança no transporte escolar. Enquanto a investigação prossegue, a família da bebé continua a exigir respostas e justiça, na esperança de que sejam apuradas todas as responsabilidades e de que uma tragédia desta dimensão nunca mais volte a acontecer.