Durante semanas, os telespectadores deVitóriaforam alimentando uma esperança: a de que Isabel pagaria, de alguma forma, por tudo o que fez. Esse momento chegou — mas não da forma que ninguém antecipava. A advogada não foi apanhada, não foi exposta por terceiros. Foi ela própria que decidiu aparecer e abrir a boca.
A mulher que entrou no Ministério Público para se destruirIsabel chega às instalações do Ministério Público com um objetivo claro: contar tudo. Não porque alguém a forçou. Não porque não tinha alternativa. Mas porque chegou a um ponto em que carregar o peso do que fez se tornou impossível. Perante o procurador, desmonta o esquema que ajudou a montar contra João e Vitória — a testemunha falsa, as acusações inventadas, o dinheiro de Carolina por trás de tudo. Peça por peça, a teia desmorona-se.Continua depois da publicidadeACOMPANHE TUDO SOBRE A NOVELA VITÓRIA AQUIA parte em que assume o piorAté aqui, Isabel poderia ainda tentar passar por vítima de Carolina. Mas não o faz. Pelo contrário, assume sem hesitar que foi ela quem instruiu a ex-guarda prisional a mentir em tribunal — e que o fez por razões pessoais, não profissionais. O procurador, claramente sem palavras, tenta perceber a dimensão do que está a ouvir. Isabel não recua nem uma vírgula.
As palavras que ficamJoão não poupa Isabel. Diz-lhe, sem rodeios, que a confissão não muda nada do que sente — e o que sente não é indiferença, não é mágoa, não é decepção. É ódio. Puro e simples. Isabel fica em silêncio, confrontada com a consequência mais dolorosa de todas as suas escolhas. Limpou o nome do ex-marido. Mas perdeu-o para sempre.