Ex-líder da Síria, Bashar al-Assad, teve alta no início desta semana. Uma fonte anónima refere que foi vítima de uma tentativa de envenenamento, numa operação também destinada a “embaraçar” a Rússia.

A informação foi revelada pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), esta quarta-feira, na sua conta na rede social X, com base nas informações de uma fonte anónima.
A organização explica que a operação, que tinha como alvo Assad, serviria, também, para colocar o governo russo numa situação delicada, implicando-o na tentativa de homicídio.
A fonte referiu que ex-líder foi vítima de “envenenamento” e o motivo do ataque era “embaraçar o governo russo e acusá-lo de ser cúmplice” da sua morte.
Recorde-se que o ditador recebeu asilo político na Rússia, em dezembro de 2024, durante a ofensiva de grupos islâmicos e de oposição que avançaram rapidamente do noroeste do país e derrubaram o seu regime em poucas semanas.
Assad encontra-se agora em estado de saúde considerado estável.
A hospitalização do antigo líder da Síria foi realizada sob uma forte operação de segurança, tendo apenas os eu irmão, Maher Assad, tido autorização para o visitar, refere a agência noticiosa MEHR.
Exilado na Rússia
Bashar Al-Assad está exilado na Rússia desde dezembro do ano passado, quando fugiu durante a ofensiva de grupos islâmicos e de oposição que avançaram rapidamente do noroeste do país e derrubaram o seu regime em poucas semanas.
Os órgãos de segurança do regime de Assad são acusados de fazer desaparecer dezenas de milhares de pessoas durante o conflito que começou na sequência dos protestos de 2011, quando agiram com violência manifestantes, ativistas e opositores.
Com a queda do antigo presidente, cerca de 30.000 desaparecidos foram encontrados quando as antigas prisões administradas pelo seu governo foram abertas, mas muitos mais permanecem desaparecidos e as novas autoridades continuam a relatar a descoberta de valas comuns.