
O testamento de Diana, Princesa de Gales, tem sido objecto de grande interesse público desde a sua morte em 1997. Ao longo dos anos, tanto os documentos legais como a cobertura mediática forneceram detalhes confirmados sobre os seus desejos, os beneficiários e a forma como o seu património foi gerido. Embora tenham existido diversas alegações e interpretações na imprensa, os factos sobre o seu testamento e o seu conteúdo são extraídos de registos oficiais de inventário e de reportagens fidedignas.
Este artigo apresenta uma visão geral precisa e baseada em evidências do que se sabe sobre o testamento da Princesa Diana, as suas disposições e o seu significado histórico — sem se basear em relatos internos não verificados.
O Estatuto Jurídico do Testamento da Princesa Diana
A Princesa Diana faleceu a 31 de agosto de 1997, com 36 anos. O seu testamento foi arquivado para inventário no Reino Unido e tornou-se um documento público. De acordo com a legislação britânica, os testamentos homologados são acessíveis ao público, razão pela qual as principais disposições do seu testamento são objeto de registo.
O testamento foi originalmente assinado por Diana em junho de 1993 e posteriormente alterado com um codicilo em fevereiro de 1996. As alterações atualizaram principalmente os executores e certos detalhes, mas não alteraram drasticamente a distribuição do seu património.
Principais Beneficiários do Testamento
Os principais beneficiários nomeados no testamento da Princesa Diana foram os seus dois filhos:
Príncipe William, nascido a 21 de junho de 1982
Príncipe Harry, nascido a 15 de setembro de 1984
De acordo com várias fontes fidedignas, incluindo a BBC e o The Guardian, Diana deixou a maior parte do seu património — avaliado em aproximadamente 21 milhões de libras antes de impostos — para ser dividido igualmente entre os seus filhos quando estes completassem 25 anos (posteriormente alterado para 30 anos, mediante alteração aprovada pelo Tribunal Superior).
A sua mãe, Frances Shand Kydd, e a sua irmã, Lady Sarah McCorquodale, foram nomeadas executoras e curadoras.

Itens de Valor Sentimental
Além de bens financeiros, o testamento incluía itens pessoais e sentimentais, como joias, fotografias e cartas. O desejo de Diana era que estes artigos fossem distribuídos aos seus filhos para uso pessoal e como herança de família.
Um exemplo famoso, relatado pela revista Town & Country e confirmado por declarações públicas, é o anel de noivado que pertenceu a Diana — um design de safira e diamante — que foi posteriormente usado por Catarina, Princesa de Gales, no seu noivado com o Príncipe William, em 2010.

Legados de Caridade
A Princesa Diana também destinou parte dos seus bens a instituições de solidariedade que apoiou durante a sua vida. Embora o valor monetário fosse relativamente pequeno em comparação com o valor total dos bens, reflectia o seu compromisso com causas humanitárias, incluindo o trabalho com sem-abrigo, pessoas afectadas pelo VIH/SIDA e a remoção de minas terrestres.
O Papel dos Executores e dos Curadores
O testamento concedeu aos executores e curadores de Diana a liberdade para decidirem sobre determinados pormenores, como o momento da transferência dos bens. Em 1998, foi aprovada uma “alteração” ao testamento pelo Tribunal Superior, ajustando o calendário de distribuição. Com esta alteração, os seus filhos receberam as suas principais heranças aos 30 anos, em vez de 25, embora pudessem aceder ao rendimento do fundo aos 25 anos.
Esta alteração também permitiu que certos bens fossem mantidos em fundo fiduciário até que pudessem ser transmitidos em momentos importantes, como casamentos.

Acesso Público ao Testamento
Uma vez que os testamentos homologados são documentos públicos no Reino Unido, os jornalistas e historiadores puderam rever e confirmar as disposições. Esta transparência permitiu que os veículos de comunicação social respeitáveis divulgassem o conteúdo com precisão, embora a correspondência familiar privada ou os documentos não publicados não façam parte do registo público.
O Palácio de Buckingham e o Palácio de Kensington não comentam tradicionalmente detalhes de tais assuntos pessoais para além do que é legalmente divulgado.
Cobertura dos Media e Interesse Público
O interesse duradouro do público pelo testamento da Princesa Diana está ligado à sua popularidade global e ao seu legado como humanitária. A cobertura respeitável da BBC News, The Telegraph e The Guardian centrou-se em:
A divisão justa e igualitária dos seus bens pelos seus filhos.
A sua decisão de incluir instituições de solidariedade entre os seus beneficiários.
Os ajustes legais feitos após a sua morte para salvaguardar o futuro financeiro dos seus filhos.
Embora alguns órgãos de comunicação social tenham especulado sobre cartas ou instruções pessoais não divulgadas, estas alegações não foram confirmadas por nenhuma fonte oficial e permanecem fora do registo público de inventário.
O Impacto no Príncipe William e no Príncipe Harry
O testamento de Diana garantia que os seus dois filhos seriam financeiramente independentes e possuiriam recordações pessoais da mãe. Informações disponíveis publicamente indicam que a herança tinha como objetivo apoiá-los nos seus futuros papéis e vidas pessoais.
A libertação destes bens ao longo do tempo também significou que o legado de Diana — tanto material como simbólico — faria parte das suas vidas adultas e dos marcos familiares.

O Legado Mais Amplo do Espólio da Princesa Diana
O testamento da Princesa Diana é significativo não só como documento legal, mas também como reflexo dos seus valores. A inclusão de donativos para a caridade, a ênfase nas recordações pessoais e o tratamento equitativo dos seus filhos destacam as suas prioridades.
A administração do seu património deu também o exemplo de como os testamentos de alto perfil podem ser administrados com transparência pública e respeito pela privacidade pessoal.

Conclusão
O testamento da Princesa Diana continua a ser um dos documentos legais mais examinados da história real moderna. Os factos confirmados são claros: os seus bens foram divididos igualmente entre o Príncipe William e o Príncipe Harry, certos bens de valor sentimental foram preservados para eles e as suas instituições de caridade escolhidas receberam legados específicos.
Embora o fascínio público pelo seu legado continue, é importante separar os factos documentados das especulações não verificadas. O registo de inventário fornece um relato transparente dos seus desejos, garantindo que o seu legado é compreendido através de provas, e não de rumores.